
Enquanto as atenções estão no óxi (derivado do crack, com efeito mais forte), usuários de drogas da região da cracolândia, no centro de São Paulo, preferem o "Hulk": uma pedra de crack verde, que teria pureza maior e efeito mais duradouro. O nome se refere ao herói dos quadrinhos que ganha superpoderes ao virar um gigante verde, o Incrível Hulk. Também faz sucesso a pedra vermelha, chamada "Capitão América". Para a polícia, o crack colorido é uma forma encontrada por traficantes para enganar os usuários e aumentar o preço.
No mês passado, foram apreendidos 50 kg de crack rosa na Baixada Santista. "O traficante precisa encontrar um diferencial. Mudando a cor da pedra, ele convence o usuário de que seu produto é mais puro ou mais forte do que o do concorrente", afirma o delegado Reinaldo Correa, do Denarc (departamento de narcóticos).
Já o óxi é da mesma cor da pedra tradicional, entre o marrom e o amarelado. Feito da pasta base de cocaína acrescida de solventes como querosene e gasolina, o "bagulho novo" só é diferenciado por entendidos. Usuários relatam que o óxi deixa um resíduo pastoso e dizem sentir um odor de combustível.
Por ser composto de ingredientes mais baratos que o bicarbonato de cálcio e o amoníaco usados no crack original, o marketing clandestino do óxi alardeia que a pedra é vendida a R$ 2. No vaivém das ruas do centro de São Paulo, onde centenas de usuários vagueiam diuturnamente, o Hulk vem sendo vendido a preço tabelado, independente da mistura, é vendido a R$ 10 reais.
É bom a polícia baiana ficar de olho!!!
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